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Manifestantes vão às ruas em mais de 270 cidades contra governo

Manifestantes vão às ruas em mais de 270 cidades contra governo

DA REDAÇÃO

16 de Agosto de 2015 às 09:28

Manifestantes vão às ruas em mais de 270 cidades contra governo

FOTO: (Divulgação)

 Mais de 270 cidades devem receber neste domingo (16) protestos contra o PT e o governo da presidente Dilma Rousseff.

O objetivo dos manifestantes é aumentar a pressão sobre o Palácio do Planalto, em meio às investigações da Operação Lava Jato e ao julgamento das contas do governo pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Até este sábado (15), mais de 270 cidades estavam confirmadas no ciclo de protestos, segundo o grupo Vem pra Rua, que convoca a manifestação. Estão nessa lista as 27 capitais além de 19 cidades do exterior.

Em nota, o movimento Vem pra Rua afirmou que “a manifestação pedirá a completa investigação e o fim dos sucessivos esquemas de corrupção do PT, durante sua permanência no poder nesses quase 13 anos”.

O movimento antipetista vai cobrar também a “responsabilidade da presidente Dilma pelas ‘pedaladas fiscais’, que estão em julgamento no Tribunal de Contas da União, configurando crime de responsabilidade fiscal”.

O TCU está pedindo explicações ao governo em razão de irregularidades encontradas nas contas federais de 2014. Nesta semana, o Planalto ganhou mais 15 dias para o envio dos esclarecimentos.

Renan entra no alvo, Cunha liberado

O Vem pra Rua também pretende questionar a aproximação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) com o Palácio do Planalto. Depois de uma reunião com ministros na segunda-feira (10) em sua residência oficial, o presidente do Senado divulgou um "pacote anticrise" do Congresso, que prevê a votação de 29 propostas legislativas.

Na ocasião, Renan rechaçou a tese do impeachment. O movimento foi elogiado pela presidente Dilma, mas incomodou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Com isso, Renan foi eleito novo alvo das manifestações de domingo. Cunha, por outro lado, embora seja acusado de receber R$ 17,5 milhões de propina, será poupado. O peemedebista é visto como um aliado na implementação de um processo de impeachment. É Cunha quem tem o poder de decidir pôr em votação na Câmara um pedido de impeachment da presidente.

Dilma: conviver com as diferenças

Em entrevista concedida na quarta-feira (12) ao SBT, a presidente Dilma disse que é necessário "conviver com as diferenças" e que é preciso "evitar a intolerância, pois ela divide o País". Para ela, é preciso cuidado para evitar que os atos gerem violência.

Ela ponderou não acreditar em um "Brasil fascista", pois o País é composto de diferentes etnias e lida bem com as diferenças.

PublicidadeFechar anúncioDilma afirmou ainda que jamais cogitou renunciar ao cargo. Segundo a presidente, em uma democracia não se afasta um governante eleito "legitimamente pelo voto popular" por causa de divergências de posição política.

Protesto a favor do PT

Além dos protestos contrários ao PT, haverá ainda manifestações favoráveis ao governo Dilma neste domingo. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT São Paulo organizam um ato em defesa da democracia para as 13h, em frente ao Instituto Lula, no bairro do Ipiranga.

No último dia 7, o sindicato e movimentos sociais deram um abraço simbólico no instituto, que foi alvo de um atentado na noite de 30 de julho.

Além de coincidir com a manifestação contra Dilma, o evento marcado para este domingo antecede a manifestação agendada para quinta-feira (20) em todo Brasil, por sindicatos e movimentos sociais.

No evento criado no Facebook, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC também convoca os movimentos sociais e divulga a hashtag #SomostodosLULA. "Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores".

Esta é a terceira vez em que grupos antipetistas convocam protestos de escala nacional contra o governo federal.

A primeira manifestação, realizada em 15 de março, foi a maior delas, com 1,6 milhão de pessoas nas ruas do País. Em São Paulo, a PM contabilizou cerca de 1 milhão de manifestantes, enquanto o Instituto Datafolha estimou em 188 mil no pico do protesto. 

Três dias depois da manifestação, a presidente lançou em Brasília um pacote de medidas contra a corrupção. Na ocasião, Dilma disse que "a corrupção no Brasil não foi inventada recentemente" e argumentou que seria enfrentada de forma aberta.

Já no dia 12 de abril, o protesto mobilizou 275 mil pessoas em São Paulo, segundo a Polícia Militar, e 100 mil, de acordo com o Datafolha. No País todo, foram estimadas 680 mil pessoas no segundo ato.

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