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Governo propõe salário mínimo de R$ 979 para 2018

Nas últimas semanas, parte da equipe econômica defendeu uma mudança na meta de 2018

EXTRA - GLOBO.COM

7 de Abril de 2017 às 14:28

Governo propõe salário mínimo de R$ 979 para 2018

FOTO: (Divulgação)

Um dia depois de anunciar recuos na reforça da Previdência, o governo informou, nesta sexta-feira, que trabalhará com um rombo maior nas contas públicas em 2018. A meta fiscal será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central. O governo informou, ainda, que o salário mínimo estimado para 2018 será de R$ 979.

Originalmente, a equipe econômica havia indicado que a meta do ano que vem seria um déficit primário de R$ 79 bilhões, mas esse número dificilmente seria cumprido.

Um dia depois de anunciar recuos na reforça da Previdência, o governo informou, nesta sexta-feira, que trabalhará com um rombo maior nas contas públicas em 2018. A meta fiscal será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central. O governo informou, ainda, que o salário mínimo estimado para 2018 será de R$ 979.

Originalmente, a equipe econômica havia indicado que a meta do ano que vem seria um déficit primário de R$ 79 bilhões, mas esse número dificilmente seria cumprido.

Por isso, para evitar mais especulações, o presidente Michel Temer ordenou à equipe econômica que anunciasse logo o novo número. A meta fiscal é fixada no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que tradicionalmente é enviada ao Legislativo no dia 15 de abril. No entanto, Temer quis explicar logo ao mercado que está trabalhando com números realistas e que o governo está comprometido com o ajuste fiscal apesar das mudanças na reforma da Previdência e na meta. Por isso, decidiu antecipar o anúncio.

Nas últimas semanas, parte da equipe econômica defendeu uma mudança na meta de 2018. Esse grupo alegava que, diante do fraco desempenho das receitas e da dificuldade em enxugar despesas, a meta de R$ 79 bilhões já não era mais realista e deveria ser alterada logo. Outro grupo, no entanto, acreditava que seria melhor mandar o PLDO de 2018 com a meta atual e esperar uma aprovação da reforma da Previdência, o que daria um compromisso mais firme com a austeridade.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a revisão do rombo das contas públicas em 2018 se deve aos efeitos defasados da crise econômica de 2015 e 2016, que impactaram a arrecadação. A meta fiscal de 2019 também foi revista. Originalmente, o resultado primário seria equivalente a zero. Agora, ele se transformou num déficit primário de R$ 65 bilhões. Segundo Meirelles, as contas públicas só voltarão ao azul em 2020, quando o governo espera um superávit primário de R$ 10 bilhões para o governo central.

— O que embasa esses números são os efeitos da crise em 2015 e 2016, com efeito defasado na arrecadação — disse Meirelles.

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