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FestCineamazônia capta quase um milhão de reais para realização em 2007; considerada uma das edições mais fracas da sua história

FestCineamazônia capta quase um milhão de reais para realização em 2007; considerada uma das edições mais fracas da sua história

DA REDAÇÃO

18 de Janeiro de 2008 às 14:22

FestCineamazônia capta quase um milhão de reais para realização em 2007; considerada uma das edições mais fracas da sua história

FOTO: (Divulgação)

O “FestCineamazônia”, um festival de cinema e vídeo voltado à questão ambiental é realizado há cinco anos em Porto Velho e teve na ultima edição, em 2007, uma apresentação que deixou a desejar em relação aos outros anos. O objetivo do evento é a realização de exibição gratuita de filmes e vídeos com debates e oficinas, visando divulgar, integrar e promover discussões em torno da produção de cinema e vídeos nacionais, legendados ou narrados na língua portuguesa, que possuem como temática central o meio ambiente. Em 2007,. no período entre 13 a 17 de novembro de 2007, um público abaixo do esperado, convidados de pouca expressão e contenção de despesas fizeram a tônica do festival, que havia sido consolidado como o grande festival de cinema e vídeo da Amazônia. Porém, se o festival ainda está na “tenra infância” no que tange de tradição, no quesito captação de recursos o festival se tornou “gente grande” com arrecadações que chegam próximo a um milhão de reais. No Ministério da Cultura, o projeto 75169, em nome da C.L.G. da Silva , o CineAmazônia Festival de Cinema e Vídeo Ambiental pediu em mecanismo de mecenato a quantia de R$ 507.565,00. No entanto foi aprovado R$ 502.530,00 e captado através da lei Rouanet a importância de R$351.508,00 (PRONAC 75169) , captados entre os dias 6/8/2007 e 31/12/2007. A empresa recebeu a 1º Parcela em 23/10/2007. A segunda parcela saiu em 03/12/2007 e a 3º Parcela em 19/12/2007.
MAIS DINHEIRO
Em outro processo no Ministério da Cultura, este de nº 0710524, a Associação Mapinguari, que realiza o “FestCineamazônia – Itinerante”, foi agraciado com recursos do Tesouro da União no valor de R$ 500.000,00 (nº 0710524). Neste convênio um detalhe chama a atenção. Normalmente os produtores pedem valores que após estudo do projeto pelos órgãos federais, são diminuídos. No caso do “FestCineamazônia –Itinerante”, o valor pedido foi de 500 mil, mas foi aprovado um valor de 750 mil reais, sendo de fato captado “apenas” meio milhão de reais. Este valor está em análise para pagamento no Ministério, sendo que a última movimentação do processo foi em 17/12/2007. Além dos bairros da capital, o projeto itinerante vai à Manaus, Macapá, Belém, Rio Branco, Rio de Janeiro, além de Cuzco, no Peru, e Guayaramerin e Riberalta na Bolívia. Em todos estes locais, o conteúdo do Cine Amazônia vai ser mostrado em outros festivais análogos.
SEMED
A Semed - Secretaria Municipal de Educação, Semur, Fundação Iaripuna, Fecomércio, Petrobras, da ING – Gasoduto Urucu Porto Velho também teriam apoiado financeiramente o evento, que tem como gestores Fernanda Kopanakis (secretária de regularização fundiária da prefeitura de Porto Velho), Jurandir Costa (cineasta amador) e Carlos Levy (cinegrafista e dono da empresa C.L.G. Silva).
POLITICOS
Segundo informações, a senadora Fátima Cleide (PT) e o deputado federal Eduardo Valverde teriam sidos os grandes apoiadores políticos do “FestCineamazônia”, tendo visitados os órgãos necessários para a liberação dos recursos.
OUTROS ANOS
O “FestCineamazônia” começou timidamente sua trajetória de sucesso, com a idéia de Jurandir Costa, Carlos Levi e Paulo Arruda, os criadores do festival. Nos anos iniciais, a arrecadação foi muito fraca, mas a qualidade do evento e a criatividade dos envolvidos superou as dificuldades financeiras. Em 2006, a captação de recursos chegou a quase 100 mil reais. Este ano, o festival atingiu a maioridade econômica.
OUTRO LADO
A reportagem tentou ouvir os citados, Fernanda Kopanakis (9983-1336), Jurandir Costa (9239-9958), mas os telefones estavam desligados. Informações dão conta que o casal estaria de férias na Europa. Carlos Levi, proprietário da empresa que dá o suporte comercial ao evento, disse que apesar de participar do projeto, só Jurandir Costa pode falar sobre as captações de recurso. Levi confirmou que realmente recebeu os R$ 351.000,00. Disse também que a prestação de contas já está sendo providenciada e deve ser enviada em breve ao Ministério da Cultura.

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