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Lenha na Fogueira, por Zékatraca

Confira a coluna de Silvio Santos, o Zékatraca

ZÉKATRACA

12 de Janeiro de 2018 às 08:40

Lenha na Fogueira, por Zékatraca

FOTO: (Zékatraca)

Leandro D’Mennor faz show hoje no Galpão

 

O cantor/compositor Leandro D’Mennor se apresenta na noite desta sexta feira (12), na casa de samba “Galpão”, no bairro Caiari em Porto Velho, como convidado especial do sambista Beto Cezar.

 

Terça feira passada dia 9, nos encontramos com o Leandro no bairro Braz de Pina no Rio de Janeiro (onde eu e a Ana estamos curtindo férias) e batemos um papo mais que descontraído, a respeito de sua vida de sambista compositor e em especial, sobre o famoso “Quintal do Zeca Pagodinho” do qual ele faz parte desde o inicio em 2002.

 

Campeão de samba enredo pela Beija Flor, Leandro D’Mennor promete realizar um super show na noite de hoje no Galpão, com a participação dos sambistas de Porto Velho.

 

Segundo Beto Cezar a roda de samba no Galpão começa as 18h30 (seis e meia da tarde). Vai lá!

 

ENTREVISTA

 

Zk – Você é compositor de samba enredo também?

 

Leandro D’Mennor – Sou! Na realidade, comecei no samba com 9 anos de idade, na Beija Flor e em 1998 ganhei em parceria com Serginho do Porto e outros parceiros, o concurso de samba enredo cujo tema para 1999 foi “Araxá”. Meu nome de batismo é Aleandro Brito da Silva. Comecei pela bateria, depois passei pra ala de compositores, na época de Joãozinho Trinta. Fiquei na escola participando ativamente da programação. Aqui tinha um projeto “A Noite dos Puxadores de Samba” que acontecia no Teatro João Caetano sob a direção de Albino Pinheiro e depois o Jorge Cardoso juntamente com o Marco Sales passaram a fazer esse projeto no Teatro Suan em Bonsucesso e muitas das vezes o Neguinho da Beija Flor não ia e eu o substituía.

 

Zk – Como surgiu o apelido de D’Menor?

 

Leandro D’Mennor – Na época o Juizado de Menor pegava muito no pé dos proprietários de casas noturnas e locais que promoviam eventos e eu sempre gostei de andar com os mais velhos e então, o Neguinho da Beija Flor começou falar olha o Dimenor, cuida do Dimenor, vamo ali Dimenor. Quando chegava o juizado os caras me escondiam debaixo das mesas. O certo que foi que adotei como nome artístico com a grafia “D’Mennor”.

 

Zk – Sobre o Quintal do Zeca Pagodinho?

 

Leandro D’Mennor – Estou no “Quintal” há 15 anos. Esse Projeto foi idealizado pelo Zeca e pelo Rildo Hora em 2002. O Zeca queria mostrar os compositores que faziam música pra ele, o Zeca tem um coração maravilhoso. No primeiro CD gravei “Alô Meu Povo Brasileiro” e ficamos dez anos com esse disco batalhando, buscando espaço.

 

Zk – Das tuas composições qual o Zeca Pagodinho gravou?

 

Leandro D’Mennor – No disco “Deixa a Vida me Levar” ele gravou “Nega Judith” minha, do Flavinho e Silvinho. Em 2014 Zeca veio com outra idéia, porque aquele primeiro disco já tinha mais de dez anos e já não tínhamos mais como trabalhar em cima dele, então aconteceu a gravação do 1º DVD do Quintal do Zeca. Aí teve a participação do Almir Guineto, Fundo de Quintal, Seu Jorge, Arlindo Cruz, Beth Carvalho um time bom, apimentando nosso DVD. Minha participação foi com a música “Tem Gente Que Paga Pra Ver” que gravei com a participação do Gilson, Deline e Brasil a composição é do  Gilson, Brasil e Bada. Essa música faz parte também do meu 1º Álbum, que tem a participação do Zeca Pagodinho e Almir Guineto. Rildo Hora fez a direção. O DVD do Quintal mostrou a nossa imagem para o Brasil.

 

Zk – Recentemente foi lançado mais um trabalho do Quintal do Pagodinho e você tá nele?

 

Leandro D’Mennor – Em 2016 o Zeca veio com a inovação e chama todo mundo e apresenta mais novidades, ai veio Diogo Nogueira, Maria Rita,Maria Bethania, João Bosco, Luiz Melodia, Fundo de Quintal. Esse DVD foi homenagem a Dona Ivone Lara. Gravei uma música de minha autoria que é o “Hino do Quintal”: “Aonde o samba pega fogo é aqui no quintal,to sabendo que você gosta de samba, do miudinho que só trás felicidade,se quer cantar, quer sambar e sorrir, alegria no ar só pra se divertir. Aonde o samba pega fogo é aqui no quintal...”. E essa música ta pegando em todo o Brasil e graças a Deus to fazendo bastante shows, to indo agora a Porto Velho pela primeira vez. To muito feliz com essa oportunidade que o Beto Cezar me deu de conhecer uma cidade que tem muito sambista que de acordo com colegas que já foram la, sambistas muito bons.

 

Zk – Como você conheceu o Beto Cezar?

 

Leandro D’Mennor – Fizemos aqui no Rio de Janeiro algumas rodas de samba. Na realidade, ele veio fazer alguns shows aqui e nos convidou a participar de alguns eventos. Fizemos show em Volta Redonda, Três Rios e no na cidade do Rio mesmo. Beto é uma pessoa que todo mundo gosta dele aqui no Rio de Janeiro. É um rapaz que está sempre ajudando a gente, fazendo essa integração Rio/PVH, Não é só a gente que ganha, o público também ganha, é a união do samba.

 

Zk – Você ainda está trabalhando com samba enredo?

 

Leandro D’Mennor – Com esse projeto do Quintal tive que me afastar um pouco. Não parece, mas, o trabalho no Quintal tem uma responsabilidade muito grande, porque tem a marca do Zeca Pagodinho o número Um do Samba, com respeito a todos os demais sambistas. Eu com 15 anos dentro do projeto estou feliz e com isso, me ausentei das disputas de samba enredo, mas, posso voltar a qualquer momento. Minha paixão maior é a Beija Flor.

 

Zk – Como será o show no Galpão em Porto Velho?

 

Leandro D’Mennor – Pretendo fazer um show de uma hora e meia, pra todo mundo curtir bastante. Vou apresentar minhas composições e composições de outros colegas que fazem sucesso e pra fechar o show, vou pedir pro Beto levar uma bateria de escola de samba pra gente encerrar no clima de carnaval, cantando sambas enredos de minha autoria para Beija Flor e sambas de outras escolas que são sucesso. Quero encontrar todos os sambistas de Porto Velho, hoje no Galpão. 

 

Lenha na Fogueira

 

Se você gosta mesmo de carnaval em especial das marchinhas tradicionais, nada melhor do que participar na noite de hoje, da Fina Flor do Samba comandada pelo meu amigo Ernesto Melo no Mercado Cultural.

 

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Pois é, Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba vai realizar a partir das 20 horas, no Calçadão Manelão do Mercado Cultural o 1º Grito de Carnaval.

 

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Com certeza Ernesto selecionou as melhores marchinhas e marcha rancho para apresentar na noite de hoje. Posso garantir que dificilmente um cantor de musicas de carnaval em Porto Velho sabe mais marchinhas tradicionais e marcha rancho que o Ernesto Melo e ainda tem os chamados sambas de carnaval, que não são samba enredo mas, tocavam nos bailes carnavalescos dos clube sociais.

 

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Para os mais antigos será uma viagem no tempo e para os mais jovens uma aula de cultura carnavalescas em especial da música. Se eu fosse você não perderia essa oportunidade de recordar os carnavais do passado.

 

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Vamos lembrar o horário do 1º Grito de Carnaval da Fina Flor do Samba: as 20 horas no Mercado Cultural.

 

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Já que entramos no assunto, vamos lembrar alguma coisa sobre o carnaval dos clubes sociais de Porto Velho.

 

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Até meados dos anos 1960 quem dominava o carnaval em Porto Velho eram os Clubes Sociais com seus bailes: Danúbio Azul Bailante Clube, O Guaporé, Imperial, União Operária, Bancrévea e Ypiranga.

 

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A partir do mês de outubro esses clubes começavam a realizar os bailes que eram denominados como 1º, 2º 3º Grito de Carnaval. Durante os bailes, eram promovidos os concursos de dança de frevo. O vencedor e a vencedora representariam o Clube em seu desfile que aconteciam na avenida Presidente Dutra e se tornava numa grande disputa entre os clubes. Grandes frevistas como Julio, Camarão e Lulu se destacavam pelas acobracias durantes suas apresentações. As melhores performances desses dançarinos de frevo acontecia em frente ao Palanque Oficial que era montado entre o prédio do hoje restaurante do Sesc e o prédio da Associação Comercial. Ali ficava o prefeito e seus convidados além da Corte do Rei Momo e chamada Comissão de Julgamento.

 

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O povo se espremia pra chegar o mais perto possível até a “Corda de Isolamento” para presenciar os espetáculos dos dançarinos, ainda por cima tinha a torcida de cada agremiação que no empurra-empurra conseguia ficar perto do Palanque. A disputa pegava fogo e as vezes as torcidas se estranhavam.

 

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A Dança dos frevistas era apenas um quesito em julgamento. Na época os clubes colocavam alegorias, pois cada bloco tinha seu tema, era como se fosse o “enredo” de escola de samba. Os blocos desfilavam ao som de marchinhas e frevos adaptadas pelos maestros de suas orquestras, falando dos temas concorrentes.

 

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As orquestras mais famosas eram as do Ypiranga cujo maestro era o Mestre Neves, Bancrévea com o Mestre Louro e Danúbio azul com o Maestro Dantas. A orquestra do Bancrévea era o Jazz Brasil do Danúbio a “Potiguar”, não lembro o nome da orquestro do Ypiranga, (ajuda aí Anizinho).

 

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Na noite de hoje, com certeza, Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba com certeza vai presentear o público presente com as marchinhas que eram executadas por essas orquestras. Não custa nada ir ao Mercado Cultural na noite desta sexta feira, relembra ou tomar conhecimento de como era o carnaval de antigamente. Bem melhor que o de hoje!

 

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Agora se você prefere apenas samba, vai pro Galpão curtir o show do |Leandro D’Mennor. Estive com ele no Rio de Janeiro na última terça feira e posso garantir que o cara é bom de samba. Vai lá!

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