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CARNAVAL: Em 2020, Pirarucu do Madeira se mantém fiel à defesa das causas sociais

Este ano o bloco homenageia os povos indígenas

RONDONIAOVIVO-EDIÇÃO

20 de Janeiro de 2020 às 10:50

CARNAVAL: Em 2020, Pirarucu do Madeira se mantém fiel à defesa das causas sociais

FOTO: (Divulgação)

O bloco carnavalesco “Pirarucu do Madeira”, funda há 27 anos, desfila no dia 16 de fevereiro, a partir das 15 horas, no circuito Pinheiro Machado, no centro da Capital. Os protestos são uma das principais características do bloco. O frevo deste ano é em defesa dos povos indígenas.

 

“A tradição do bloco em homenagear um elemento ou ritmo da cultura popular brasileira se cumprirá com foco nos povos indígenas”, declarou a jornalista Luciana Oliveira, que integra a direção do Pirarucu do Madeira. De acordo com ela, o desfile do Pirarucu sempre elege um tema de exaltação ou protesto. "Este ano agrega as duas coisas: eleva a importância da cultura indígena e protesta pela defesa dos seus territórios".

 

Para ela, o objetivo é claro: defender os territórios e o valioso patrimônio étnico e cultural de mais de 30 povos que vivem em aldeias espalhadas por todo o estado.

 

A direção do bloco está convidando vários povos para desfilar na frente do cortejo momesco. “Muitos já confirmaram a participação”, afirmou Luciana.

 

“Frevo indígena é novidade e vários compositores se dedicam a realçar os saberes e a importância dos indígenas na proteção do meio ambiente”, afirmou o presidente do bloco,  Ernande Segismundo.

 

De acordo com ela, Altair Santos, o Tatá, foi o primeiro a entregar o frevo que destaca o orgulho indígena, a forma guerreira de reagir a constantes ataques promovidos por invasores de terras.

 

Veja a letra do frevo

 

“Meu Pirarucu Guerreiro

 

O rei desse terreiro

 

Enxotador de ‘anhangá’

 

Chama o povo pra cá

 

Chama os manos e as tribos

 

Cuidado não vá se ‘espantá’

 

Espia só, eu vou te contar”

 

A participação da população é gratuita, mas a direção conta com o apoio de foliões para arcar com o pequeno custo da festa. A Orquestra Puraqué desfila no meio do povo, com os pés no chão e com repertório de marchinhas e frevos.

 

“O Pirarucu é símbolo de resistência da cultura popular. Nosso dever é dar as mãos a nossos ‘parentes’ indígenas quando as forças do mal avançam para destruir a cultura e dominar seus territórios”, diz Ernande Segismundo.

 

Quilombiclada

 

Outra novidade anunciada pela diretoria é a participação na abertura do desfile da banda Quilomboclada, símbolo de resistência na proteção da cultura dos povos originários. O orgulho beraíndigena é amplificado com a mistura de vários ritmos brasileiros nas composições da banda ativista.

 

“Sonoros béra, quilombos

 

Ninguém destrói nossos sonhos

 

Não vão roubar nossas terras

 

Aqui tem luta e tem festa

 

Aqui tem quilomboclada”

 

Fonte: Blog da Luciana Oliveira

 

 

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