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Governo federal sofre mais uma derrota com suspensão da dívida do Beron

Governo federal sofre mais uma derrota com suspensão da dívida do Beron

DA REDAÇÃO

18 de Dezembro de 2007 às 17:18

Governo federal sofre mais uma derrota com suspensão da dívida do Beron

FOTO: (Divulgação)

O governo federal sofreu nesta terça-feira mais uma derrota no plenário do Senado. Em votação simbólica, os senadores aprovaram relatório do senador Expedito Júnior (PR-RO) que suspende o pagamento da dívida do Beron (Banco do Estado de Rondônia) com o governo federal. Essa é a segunda derrotada para a base governista. Na semana passada, o plenário do Senado rejeitou a emenda que prorrogava a cobrança da CPMF até 2011 --decisão que retirou uma receita de R$ 40 bilhões do Orçamento de 2008. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que relatou a matéria na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), teve o seu texto derrotado nesta manhã. O líder defendeu a manutenção do pagamento com o argumento de que a questão deve ser solucionada no âmbito da Justiça --e não pelo plenário do Senado. A Folha Online apurou que o governo orientou Jucá a defender a manutenção do pagamento da dívida para evitar a perda de arrecadação, uma vez que o Estado de Rondônia paga cerca de R$ 12 milhões mensais somente em juros. O PMDB votou em peso contra o relatório de Jucá, já que o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), orientou a bancada a aprovar o texto de Expedito. "O Estado não tem condições de continuar arcando com essa dívida. Sou a favor da repactuação da dívida do Estado de Rondônia", defendeu Raupp. Expedito estima que a dívida do Estado atualmente está calculada em torno de R$ 5 bilhões. "Em nome do povo de Rondônia, ficam os meus agradecimentos a esta Casa", comemorou o senador. O impasse teve início em 1998, quando o Beron (Banco do Estado de Rondônia) contraiu uma dívida de R$ 40 milhões. Na época, segundo Expedito, o Banco Central interveio no banco mas, três anos depois, deixou o órgão com uma dívida maior que a recebida inicialmente --que acabou chegando ao valor atual. O senador pediu a suspensão do pagamento da dívida porque argumenta que o Estado já quitou sua parcela na operação. Jucá aceitou discutir a renegociação da dívida mas, com a orientação da equipe econômica, negou a suspensão do seu pagamento. Por se tratar de projeto de decreto legislativo, a matéria agora segue para sanção do presidente do Congresso. *VEJA TAMBÉM * Senado votará na tarde desta terça-feira suspensão da dívida do Beron * Senado vota pela suspensão do pagamento da dívida do Beron junto à União

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