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Segurança pública do Estado é discutida em audiência pública na ALE/RO

Segurança pública do Estado é discutida em audiência pública na ALE/RO

DA REDAÇÃO

27 de Junho de 2008 às 09:14

Segurança pública do Estado é discutida em audiência pública na ALE/RO

FOTO: (Divulgação)

Com o propósito de discutir a segurança pública no Estado de Rondônia, a Assembléia Legislativa realizou na manhã desta terça-feira (26.06) audiência pública. O evento, que foi proposto pelo deputado Alexandre Brito (PTC), contou coma a presença das autoridades do setor, além de demais parlamentares que compõem o Poder Legislativo Estadual. O presidente da ALE, deputado Neodi Carlos (PSDC), abriu o evento, convidando para integrar a mesa dos trabalhos o Juiz Daniel Lagos – diretor do Fórum Criminal de Porto Velho, Tenente Coronel Evilásio Sena – secretário de Segurança, Defesa e Cidadania, Coronel Angelina dos Santos Ramires – comandante geral da Polícia Militar/RO, Coronel Ronaldo Nunes Pereira – comandante do Corpo de Bombeiros/RO, Delegado Moriô Ikegawa – diretor geral da Polícia Civil, bem como o deputado proponente do evento. Na direção da Audiência Pública, o deputado Alexandre Brito abriu espaço para que a comandante da PM/RO, Coronel Angelina Ramires, falar sobre o trabalho exercido pela Polícia Militar. Destacou a estrutura da Instituição Militar. Comentou sobre a integração das polícias em Rondônia, como é realizado o policiamento no Estado e, principalmente, em Porto Velho. Observou que, no momento, estão em andamento 82 operação de reintegração de posse. Disse que as rebeliões ocorridas nos presídios do Estado têm feito com a Polícia Militar desloque seus policias para atuação nesses conflitos, desviando do policiamento ostensivo. Em seguida, coube ao comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Ronaldo Nunes, falar sobre a estrutura e o trabalho desenvolvido pela corporação em prol da segurança dos cidadãos. Lembrou do apoio que tem dado aos eventos que são realizados no Estado. Lembrou do trabalho desenvolvido quando do acidente ocorrido na Banda do Vai Quem Quer, no carnaval de Porto Velho. Falou sobre a atuação dos bombeiros em acidentes de trânsito, do meio ambiente, na Defesa Civil e até em acidentes domésticos. Arrecadação, pela corporação até o presente momento gira em torno de 2.800 mil para ser empregado no Corpo de Bombeiro. Segundo o palestrante, no tocante a equipamentos, é necessário ser dado mais suporte, para tanto está ser requerido plataformas, para que possa ser dado melhor dinâmica a instituição. O próximo convidado foi o doutor Moriô Ikegawa – Diretor Geral da Policia Civil – mostrando inicialmente a missão da Policia Civil – qual seja – iniciando pelo conhecido inquérito policial. A distribuição geográfica da atuação da Policia Civil em Rondônia: por cargos, funções e operacionalidade. 1.300 policiais fazem parte da operacionalização no estado. No programa de modernização a Policia Civil tem a maior rede, numa rede altamente distribuída: equipamentos de Informática, instalação de software, equipamento de inteligência, digitação, modernização, reequipamento e efetiva interligação de digitalização. Destacou o lado estatísticos de atuação da Polícia Civil e encerrou sua apresentação com a demonstração dos equipamentos que estão a serviços do policiamento. O Juiz Daniel Lagos, diretor do Fórum Criminal de Porto Velho, elogiou a iniciativa da Assembléia Legislativa pela iniciativa pela realização da audiência pública. “O ato fortalece a democracia como um todos”. Ele preferiu falar sobre as deficiências encontradas para se manter a segurança de cidadão e do próprio Estado. Comentou sobre a banalização da vida, com a atuação de delinqüentes. “Cabe ao Poder Executivo investir na oportunização de empregos”, observou. O magistrado falou sobre a impunidade. Na sua visão, o policiamento ostensivo serve, em grande parte, para propaganda de Governo. Pensa que deveria se investir mais na polícia judiciária, principalmente em delegacias, onde acontecem as coisas. “A Justiça termina pó absolver pessoas por falta de prova, já que o apuratório é mal feito”. Falou da defasagem no contingente policial e defendeu maior reciclagem dos policiais. Os flagrantes da Polícia Militar chegam rapidamente ao Fórum, enquanto que os inquéritos da Polícia Civil demoram mais por conta da falta de estrutura das Delegacias de Polícia. Quer maior investimento na Polícia Técnica, especialmente no IML. “O que não se esclarece na montagem do processo, dificilmente se esclarece na esfera judicial. Falta investimento, é bom que se diga”. Daniel Lagos falou que a questão penitenciária tem de ser vista com maior carinho. “O índice de reincidência ao crime é enorme”. O Urso Branco, tem dia, que funciona com dez servidores. “Tem de haver todo aparato de acompanhamento dos apenados, já que existem programas de reassocialização”. Disse que a lei é para ser cumprida pelo Poder Público, melhorando o aparato policial e de segurança para readquirir a credibilidade do setor. “Minha posição não visa criticar ninguém, mas para possamos refletir numa oportunidade de debate que ora nos é dispensado pela Assembléia Legislativa”, disse. O próximo orador a formular questionamento, foi o Coronel da reserva Paulo Cezar Pontes – Consultor de Segurança Pública – mostrando objetivos primordiais quanto ao assunto – na preocupação na questão do crime. Dados estatísticos foram fornecidos no âmbito da capital (Porto Velho), enumerando estatística, compatibilização, critérios utilizados, estratégias, geração do conhecimento, geração do conhecimento, infopol, BOE – simples, Infopol – onde mostrou os inquéritos policiais, Policia Territorial, estratégias, integração no seio das entidades. No final o palestrante emitiu seu pensamento: o crime pode até aumentar, o que não pode deixar de haver é o um plano para o seu combate Na segunda parte da Audiência Pública – foi destinado aos senhores deputados – para que pudessem explanar suas idéias quanto a questão. O primeiro parlamentar a fazer uso da palavra, foi o deputado Miguel Sena (PV) – mostrando sua preocupação, no tocante a segurança do cidadão – no dia a dia, no quotidiano. Miguel Sena questionou as formas de prisões – que nem sempre são feitas de formas legais – quando assim procedidas deixam uma marca bastante desgastante e desmoralizadora – na vida do cidadão e de seus familiares. Mas, no entendimento de Miguel Sena outros assuntos como: saúde, educação e outros, devem merecer atenção, de igual modo. O deputado Wilber Coimbra (PSB) fez questão de frisar que é egresso da Polícia Militar e, ao tempo em que destacou a realização da audiência pública, enalteceu a atuação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Elogiou a atenção dispensada pelo governador Ivo Cassol para com os setores de segurança pública do Estado de Rondônia. Disse ser contra a privatização da segurança pública no Brasil. Defendeu a segurança pública preventiva, mas defendeu o trabalho desenvolvido pelos organismos que são responsáveis em proporcionar a segurança do cidadão. “É difícil fazer segurança pública sem autonomia, sem dinheiro. Quando se vai fazer operação, por falta de recursos, as informações findam vazando”. O parlamentar fez um paralelo com o setor de educação, citando que até os diretores de escola têm autonomia financeira, enquanto a Instituição Militar não a possui no Estado. Lembrou que o policial militar é alvo fácil, pois mora em bolsões de misérias. “Ele prende. Faz o termo circunstanciado. Depois encontra com o delinqüente, passando ser alvo fácil para a ação marginal”. Ao concluir a audiência pública, o deputado Alexandre Brito propôs a criação de um Comitê Permanente de Segurança Pública. Ele sugeriu o debate constante para se debater o assunto. Contou com a aquiescência do presidente da Assembléia Legislativa, Neodi Carlos. Será elaborado um calendário mensal para se debater a questão de segurança pública no Estado de Rondônia. VEJA TAMBÉM: Vaqueiro é morto barbaramente por causa de beijo dado em adolescente -Imagem de alto impacto Polícia prende o último suspeito que participou no assassinato de taxista

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