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Cobradores e motoristas encerram greve dos ônibus

Cobradores e motoristas encerram greve dos ônibus

DA REDAÇÃO

3 de Julho de 2008 às 05:00

Cobradores e motoristas encerram greve dos ônibus

FOTO: (Divulgação)

A greve que atingiu o transporte coletivo público terminou na tarde desta segunda (2). Segundo afirmou o secretário do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas e Transporte, Fábio Silva, os ônibus já circulam com cem por cento da frota. Os motoristas e cobradores protestaram pela manutenção da função e do número de cobradores; reajuste de 7%; salário de motorista de microônibus igual ao de motorista convencional; respeito à jornada de trabalho nos horários de maior movimento (pico) e aumento no repasse para assistência médica. Na tarde desta segunda-feira (02/07), foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), sob a presidência do Juiz Carlos Augusto Gomes Lobo, entre o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Ônibus (SITETUPERON) e o Sindicato das Empresas (SET), para tratar do impasse na negociação do Acordo Coletivo da categoria, que havia resultado na decretação da greve iniciada no mesmo dia. A audiência, que começou às 15 horas e foi encerrada às 20h30, conseguiu mediar vários itens considerados importantes pela categoria, como a questão da manutenção da função e do número de cobradores, que estava garantida apenas até maio de 2008 e foi prorrogada para Junho de 2009. Esta questão foi considerada, pela direção do movimento, como a principal conquista da greve. Outro avanço importante foi no reajuste salarial, que aumentou de 3,70% para 4,5% a partir de 1º de julho. Durante a audiência houve avanços, ainda, no adicional dos motoristas de micro-ônibus, que aumentou de 3% para 5%; alteração na cláusula sobre o adicional de insalubridade, que o acordo anterior estabelecia o cálculo com base no salário mínimo e passou a ser de acordo com a legislação. Esta alteração é importante, pois a jurisprudência predominante na Justiça entende que o correto é o cálculo sobre o salário previsto em Acordo Coletivo. Ficou assegurada, também, a participação do sindicato nos processos administrativos para se apurar responsabilidades em casos de acidentes. No final da audiência, após acordo em todos os itens necessários para a renovação do Acordo Coletivo, um novo impasse foi criado pelas empresas, que não queriam aceitar a inclusão de uma cláusula proibindo punições por causa da greve. Depois de chegar a ameaçar suspender toda negociação, mesmo com a possível continuidade da greve, os empresários concordaram em garantir 35 dias de estabilidade. A greve foi suspensa e a proposta será encaminhada para Assembléia da categoria. Para o presidente da CUT, Itamar Ferreira, “qualquer retaliação aos grevistas justificará a imediata retomada do movimento”. VEJA TAMBÉM: Mesmo sob ameaça, motoristas e cobradores mantém greve Caos no transporte público da capital

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