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PONTA DO ABUNÃ - Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal gera clima de caos na Ponta do Abunã - EXCLUSIVO

PONTA DO ABUNÃ - Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal gera clima de caos na Ponta do Abunã - EXCLUSIVO

DA REDAÇÃO

6 de Agosto de 2009 às 10:49

PONTA DO ABUNÃ - Ação desastrosa da Polícia Rodoviária Federal gera clima de caos na Ponta do Abunã - EXCLUSIVO

FOTO: (Divulgação)

Ontem, por volta das 18:00 min., um grupo de aproximadamente 40 Policiais Rodoviários Federais tentaram desobstruir a BR 364, no distrito de Extrema, interditada desde a manhã de segunda-feira. Mesmo chegando no local no ocaso do dia, os responsáveis pela ação, de maneira arrogante e irresponsável, decidiram enfrentar a população que fazia o bloqueio. Havia em torno de 500 manifestantes bloqueando a rodovia, todavia nas proximidades do local havia mais pessoas. Ao subir no palanque para falar aos presentes, o inspetor Alvino e o inspetor Getúlio, da PRF, afirmaram que caso fosse preciso eles utilizariam bombas contra os manifestantes, e que iriam cumprir naquela momento uma ordem judicial de reintegração de posse, esta afirmação incitou ainda mais a população que estava no local.

Mesmo diante de um quadro tático visivelmente desfavorável à força policial, a PRF iniciou a ação de desobstrução com um reduzido número de policiais e uma quantidade insuficiente de recursos materiais, fato este que gerou um caos no local, produzindo uma notável imagem de guerra civil em plena BR-364. Como resultado da ação temerária, o policial rodoviário federal Paulo Afonso ficou gravemente ferido, e dezenas de manifestantes saíram machucados do local. Em um primeiro momento o policial foi levado para uma casa na beira da rodovia, onde os proprietário controlaram os manifestantes mais exaltados, garantindo assim que o policial não fosse agredido. Neste local ele recebeu os primeiros cuidados de um médico que prontamente se dirigiu ao local, posteriormente, o policial foi conduzido até o hospital do distrito de Extrema.

O grupo de policiais que avançou em direção à turba dividiu-se, reduzindo assim a força de combate policial, os manifestantes aproveitaram do erro tático dos policiais e avançaram com toda força. Após 18 minutos de conflitos intensos, a munição não-letal dos policiais acabou, assim houve o avanço da enraivecida população contra a PRF, que não teve outra solução senão fugir desesperadamente em direção ao estado do Acre. Policiais que chegaram ali minutos antes com a soberba estampada na cara, saíram fugidos com a vergonha entalhada no rosto.

A população de Extrema do Abunã literalmente colocou a Polícia Rodoviária Federal para correr do local, que desesperadamente abandou para trás 04 viaturas na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). A ação irresponsável da PRF revoltou ainda mais os manifestantes, além de dar força moral aos presentes para se organizarem e enfrentar outra tentativa de desobstrução da rodovia.

No distrito de Extrema há, aproximadamente, 300 caminhões parados, muitos transportam combustível. O estado do Acre já sente os efeitos do bloqueio, e enfrenta um racionamento de combustível e gás. A tendência, caso o bloqueio continue, é que falte alimento e outras mercadorias aos acreanos.

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