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Candeias do Jamari cobra compensações sócioambientais

Acontece nesta segunda-feira,08, a partir das 9h, no gabinete do prefeito Dinho Sousa, de Candeias do Jamari, uma reunião com representantes dos consórcios do complexo hidrelétricos do rio Madeira, onde estão sendo construídas as usinas de Jirau e Santo A

DA REDAÇÃO

8 de Março de 2010 às 08:33

Candeias do Jamari cobra compensações sócioambientais

FOTO: (Divulgação)

Acontece nesta segunda-feira,08, a partir das 9h, no gabinete do prefeito Dinho Sousa, de Candeias do Jamari, uma reunião com representantes dos consórcios do complexo hidrelétricos do rio Madeira, onde estão sendo construídas as usinas de Jirau e Santo Antônio Energia. A reunião atendente a uma solicitação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Candeias á direção nacional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Brasília.
 
O objetivo é avaliar os impactos sócioambientais sofridos pelo município localizado às margens da BR 364, mas que devido a proximidade com a capital, Porto Velho, onde está instalado os canteiros de obras das usinas, acaba sofrendo a influência do complexo hidrelétrico. Em resposta, o presidente do nacional do Ibama, Roberto Messias determinou que as empresas realizasse a reunião com o poder publico municipal, até a primeira semana de março, para discutir o andamento da pesquisa de impacto sócio ambiental que está sendo realizada pelas empresas.
 
No encontro, a prefeitura apresentará aos representantes dos consórcios quais são os impactos sócioambientais que o município está sofrendo, e as medidas compensatórias que o município exigirá, como formar de minimizar os efeitos negativos resultantes da construção das usinas. O prefeito Dinho Sousa informou que teve que recorrer ao Ibama para que população do município não seja penalizada. O estudo detalhando os impactos sócioambientais sera encaminhado à direção do Ibama. O prefeito Dinho Souza alega que nos últimos meses houve um aumento expressivo nos serviços prestados pela prefeitura, principalmente nas áreas da educação, saúde, segurança pública e trânsito.
 
"Estamos buscando essas compensações para minimizar esses impactos. Um deles é o preço do aluguel que aumentou significativamente. Os hotéis também não estão mais suportando a demanda. Outro problema é no trânsito que tem que ser repensado. E Candeias, mesmos sendo um município pequeno, está recebendo uma grande quantidade de pessoas que vem para residir aqui, por causa da proximidade com a capital, além de outras comodidades que o município oferece", disse o prefeito.
 
Dinho Souza lembra ainda que 80% da areia tirada do município no ano passado foram levadas para as usinas. E o Candeias, que é um rio potencialmente pesqueiro e turístico, está sendo assoreado pelas dragas que retiram a areia para as obras das usinas "Só quem está ficando com esse passivo é a população de Candeias do Jamari. E precisamos reverter esse quadro urgentemente", frisou o prefeito. Da reunião participarão o presidente da Câmara Municipal, vereador Benjamim Soares (PV) juntamente com vereadores secretários, assessores e sociedade civil para discutir essas questões das compensação tanto na área ambiental como social.

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