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Sindicato aguarda resposta do governo à contraproposta dos trabalhadores em educação

Sindicato aguarda resposta do governo à contraproposta dos trabalhadores em educação

DA REDAÇÃO

16 de Março de 2010 às 10:41

Sindicato aguarda resposta do governo à contraproposta dos trabalhadores em educação

FOTO: (Divulgação)

Os trabalhadores em educação do Estado, em greve, aguardam uma resposta oficial do governo à contraproposta apresentada.
 
A categoria está com perdas salariais de 25% só no atual governo. A Seduc anunciou unilateralmente, sem diálogo, 4,5% para os servidores e uma gratificação de R$ 200,00 para alguns professores.
 
A direção do Sintero considera que 4,5% não chega a atender ao mínimo das necessidades dos trabalhadores, pois, em muitos casos, representará R$ 16,00 no salário.
 
Já a gratificação de R$ 200,00, além de não representar qualquer ganho, foi prometida apenas para uma parcela dos professores, discriminando uma parte dos docentes e todos os demais profissionais da educação.
 
O comando de greve apresentou ao governo, de forma oficial, uma contraproposta de uma gratificação de R$ 400,00 para todos os trabalhadores em educação, ainda que não seja o ideal, pois gratificação não é salário. Segundo a direção do Sintero, até o momento não houve resposta.
 
Em entrevista a alguns veículos de comunicação o governador Ivo Cassol teria afirmado que a gratificação de R$ 200,00 representa quase 20% de aumento real. Tal afirmação não corresponde à verdade, pois aumento real é o que se concede acima da inflação. A inflação acumulada na atual gestão é de 25%.
 
O sindicato aponta que não faz sentido o que disse o governador, pois, do contrário, o governo poderia oferecer 20% de aumento para todos os trabalhadores em educação, em vez de gratificação de R$ 200,00 apenas para alguns professores.
 
Deputados
 
Nesta segunda-feira (15/03) o comando de greve foi recebido em audiência pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Neodi Carlos de Oliveira, oportunidade em que pediu o apoio daquela Casa.
 
O presidente da ALE prometeu criar uma comissão de deputados para intermediar as negociações junto ao governo do Estado.
 
Enquanto aguardam um desfecho das negociações os trabalhadores em educação mantém a greve e a maioria das escolas estaduais permanecerá fechada.
 

Apenas algumas escolas estão funcionando parcialmente com os professores emergenciais e alguns em estágio probatório. As escolas já não oferecem condições de funcionamento devido à falta de zeladoras, merendeiras e do pessoal técnico.

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