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Médicos endossam pedido do Governo do Estado cobrando pronto socorro municipal em Porto Velho

Médicos endossam pedido do Governo do Estado cobrando pronto socorro municipal em Porto Velho

DA REDAÇÃO

17 de Maio de 2010 às 15:41

Médicos endossam pedido do Governo do Estado cobrando pronto socorro municipal em Porto Velho

FOTO: (Divulgação)

Cumprido o que havia anunciado no último final de semana, o Sindicato dos Médicos de Rondônia (Simero) realizou nesta segunda-feira (17), acompanhado do promotor de Justiça da Saúde, Hildon Chaves, do Ministério Público do Estado, mobilização no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II (HPJP) para cobrar da administração municipal de Porto Velho a construção de uma unidade para atendimentos de urgência e emergência, com vistas a desafogar o fluxo da unidade referência da rede estadual. De acordo com o presidente do Simero, Rodrigo Almeida, atualmente 80% dos atendimentos realizados pelo HPJP são de pacientes da Capital, enquanto os outros são do interior de Rondônia e de municípios de Estados vizinhos, como o Amazonas e Acre.
 
“Mesmo com o atual direcionamento dos pacientes considerados de baixa complexidade para as policlínicas do município de Porto Velho o fluxo de atendimentos continua alto no HPJP, única unidade que dispõe de leitos para internação, com exceção das gestantes de baixo risco que são direcionadas à maternidade”, disse Almeida, completando que atualmente são atendidas, por mês, 2.500 vítimas de acidentes de trânsito e realizadas 250 cirurgias diversas e 50 ortopédicas, por semana.
 
Mesmo com os investimentos feitos pela administração estadual em construção e ampliação do João Paulo II, ao fazer coleta de assinaturas de médicos durante a mobilização, o presidente do Simero reafirmou que a unidade, inaugurada em 1984 com o intuito de atender aos funcionários da Eletronorte encarregados da construção da usina hidrelétrica Samuel, passando cinco anos depois para o comando do Estado, não comporta há anos a demanda local, principalmente agora com o acréscimo de mais 40 mil trabalhadores das usinas e suas familiares, o que requer medida urgente por parte da Prefeitura.
Rodrigo Almeida ainda ressaltou que a construção do novo Pronto Socorro deve ser em um local estratégico e de fácil acesso à população.
 
Ao tomar conhecimento da mobilização, o secretário estadual da Saúde, Milton Moreira, revelou, em nome do governador João Cahulla, ser fundamental o envolvimento de todos, não só dos médicos e outros trabalhadores da saúde, mas de toda comunidade, uma vez que com a construção do pronto socorro municipal haverá atendimento mais humanizado na unidade estadual, como preconiza o Programa Nacional de Humanização (HumanaSus). “É importante a sensibilização do município para a construção dessa unidade, pois sem isso os esforços do Estado tornam-se praticamente em vão diante da demanda crescente”, afirmou o secretário, lembrando que o João Paulo II Já passou por várias etapas de construção, reforma e ampliação, mas mesmo assim a superlotação é inevitável, sem a contrapartida do gestor municipal.
 

O secretário ainda deu destaque à atuação do promotor Hildon Chaves, cuja parceria foi fundamental para a implementação da classificação de atendimento por risco no João Paulo II, ficando o município responsável pelos casos de baixa complexidade.

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