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ELEIÇÕES 2010 - Críticas e ataques marcam o último debate entre os candidatos

Em Rondônia, o último debate antes do segundo turno entre os candidatos ao governo do Estado foi marcado por críticas, ataques e tentativas de desmontar os discursos realizados ao longo da campanha.

DA REDAÇÃO

29 de Outubro de 2010 às 12:21

ELEIÇÕES 2010 - Críticas e ataques marcam o último debate entre os candidatos

FOTO: (Divulgação)

Em Rondônia, o último debate antes do segundo turno entre os candidatos ao governo do Estado foi marcado por críticas, ataques e tentativas de desmontar os discursos realizados ao longo da campanha. Primeiro colocado nas pesquisas, Confúcio Moura (PMDB) tentou apresentar seu adversário, João Cahulla (PPS), como despreparado. João Cahulla, por sua vez, explorou as alianças feitas pelo candidato peemedebista, ao fixar os comentários dizendo que o adversário está rodeado de pessoas e políticos que prejudicaram o Estado.
"Como você pretende governar com um time com passado negro", perguntou Cahulla, referindo-se ao apoio recebido por Confúcio de políticos envolvidos em escândalos políticos e prisões como o caso do ex-deputado Estadual Carlão de Oliveira, preso na operação Dominó em 2006 e que aparece em um vídeo divulgado por sites de notícias no Estado.
A resposta veio de forma contundente. "Você foi atrás de todo esse povo e ninguém quer ficar do seu lado", disse Confúcio. "Eu tenho apoio de Jean Oliveira (filho de Carlão), eleito deputado estadual e ninguém quer ficar ao seu lado", respondeu.
O crescimento das cidades foi o tema de abertura do debate e deu oportunidade para Confúcio Moura criticar o atual governador dizendo que ele "abandonou" os municípios do Estado. Cahulla respondeu ao falar de saúde, apresentando fragilidades da pasta em Ariquemes - cidade a 220 quilômetros de Porto Velho -, então administrada por Confúcio Moura que é médico.
No decorrer do debate, Cahulla se confundiu ao falar e referiu-se a Confúcio como "seu candidato". "Fico feliz em saber que o senhor votará em mim", aproveitou Moura. A resposta veio ácida por Cahulla. "Eu não votaria em você jamais, (...) você é dissimulado, e meu voto é de qualidade. Votarei em mim".
Outro tema abordado foi educação. Cahulla perguntou o número de escolas em Ariquemes, referindo-se a eles como um "programa de nome esquisito". Moura respondeu dizendo que o adversário demonstra despreparo ao desconhecer as escolas integrais.
Nas considerações finais, Confúcio Moura se despediu e pediu o voto pela mudança. "Fico feliz com a campanha, mas não concordo com os golpes baixos do segundo turno", disse. "Amanhã quero que todos assistam nossos agradecimentos, nos dois horários, o nosso e do adversário que foi punido", Confúcio terminou dizendo que termina a campanha sem mágoas e perdoa a todos.
Cahulla se despediu agradecendo o apoio recebido e disse que Confúcio Moura tem vergonha do seu vice. "Pena que meu adversário não respondeu minhas perguntas, tem um palanque formado por pessoas que prejudicaram o Estado, agora peço o seu voto lembrando o Salmo 23...", que é o número do candidato, no momento que o áudio foi cortado pelo tempo expirado.
 

 

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