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SANTO ANTÔNIO - Banco Santander suspende financiamento para polêmica hidrelétrica brasileira

O maior banco da Europa, o Banco Santander, suspendeu o financiamento para a controversa barragem de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, baseado em preocupações ambientais e sociais.

DA REDAÇÃO

5 de Maio de 2011 às 10:03

SANTO ANTÔNIO - Banco Santander suspende financiamento para polêmica hidrelétrica brasileira

FOTO: (Divulgação)

A decisão é um duro golpe para o projeto, parte de uma série de barragens planejadas para a Amazônia que geraram protestos no Brasil e no mundo.
O maior banco da Europa, o Banco Santander, suspendeu o financiamento para a controversa barragem de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, baseado em preocupações ambientais e sociais.
A decisão é um duro golpe para o projeto, parte de uma série de barragens planejadas para a Amazônia que geraram protestos no Brasil e no mundo. Em fevereiro deste ano, três líderes indígenas da Amazônia viajaram para a Europa para protestarem contra as barragens.
Santo Antônio e outra barragem, Jirau, estão ambas sendo construídas no rio Madeira, a um custo estimado de US$ 15 bilhões. Relata-se que o Santander iria fornecer cerca de US$ 400 milhões para o projeto, mas agora suspendeu o seu financiamento a espera de novos estudos de impactos ambientais e sociais por parte das autoridades brasileiras.
Muitas organizações ao redor do mundo, incluindo a Survival International, apelaram para que o projeto seja suspenso. Valmir Parintintin, líder de uma comunidade indígena Parintintin, declarou, “O governo até agora não chegou com nós comunicando o que vai acontecer com a hidrelétrica. O mercado, o supermercado do indígena é o rio… Se fazem a hidrelétrica como fica a cultura do índio? Alguem vai trazer comida aquí? Não. Ninguém vai trazer. Isso é a preocupação de a gente”.
O diretor da Survival, Stephen Corry, disse , “A única coisa que esta barragem tem gerado até agora é um grande aumento de ultraje público com a forma como o governo está aparentemente preparado para passar por cima dos povos indígenas em nome do ‘desenvolvimento’. Esperamos que a decisão do Santander enviará um poderoso sinal para as autoridades no Brasil, e que talvez agora eles realmente ouvirão as pessoas cujas terras estão sendo destruídas com a construção dessas barragens”.

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