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GREVE - Bancários de Rondônia decidem cruzar os braços a partir do dia 19

GREVE - Bancários de Rondônia decidem cruzar os braços a partir do dia 19

DA REDAÇÃO

13 de Setembro de 2013 às 09:04

GREVE - Bancários de Rondônia decidem cruzar os braços a partir do dia 19

FOTO: (Divulgação)

Bancários de Rondônia aprovaram, agora há pouco, em assembleia geral realizada na sede do Sindicato representativo, a greve nacional por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira, 19. A votação pela adesão à mobilização em todo o país foi por unanimidade, sem nenhum voto contrário, o que comprova a revolta geral dos trabalhadores com o índice de apenas 6,1% de reajuste, como proposta final, ofertado pelos banqueiros nas negociações com o Comando Nacional.

O clima de insatisfação se deu após os bancos afrontarem os bancários não apenas com uma oferta muito abaixo dos 11,93% exigidos na pauta de reivindicação, ou por negarem aumento real nos salários, nos pisos, na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e todas as verbas salariais (os 6,1% apenas recompõem a inflação do período medida pelo INPC), mas também por negarem todas as propostas dos bancários sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.

O que deixa lideranças sindicais, trabalhadores e até mesmo especialistas em economia atônitos com essa proposta de 6,1% é que os bancos representam o segmento econômico que mais lucra no Brasil.

Somente os seis maiores bancos (Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC) tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre, alcançando a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, graças, principalmente, ao aumento da produtividade dos bancários.

“Os banqueiros disseram que temos a melhor convenção coletiva do país, que os bancários não têm do que reclamar, mas esquecem que somos responsáveis pelo enriquecimento dessas instituições financeiras, sem falar que, por conta de tanta carga de trabalho e da constante pressão pelo cumprimento de metas, somos a categoria que representa o maior índice de adoecimento no INSS. Os bancos, quanto mais ficam ricos, mais demitem e desrespeitam seus funcionários. Portanto é justo que os trabalhadores sejam valorizados e por isso vamos à luta mais uma vez”, mencionou o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), José Pinheiro.

A diretora financeira do Sindicato, Maria do Socorro, diz que a situação no Banco da Amazônia é ainda pior, pois os executivos do banco chegaram a se reunir há alguns dias para orientar os gestores a forçarem os funcionários a boicotar a greve, chegando ao ponto de até pedir para que cheguem mais cedo às agências para burlar o movimento.

“Tivemos duas rodadas de negociação específica com o banco, mas não passaram de duas rodadas de pura enrolação por partes dos executivos. A situação é tão crítica no Banco da Amazônia que somente agora, em 2013, é que assinaram o Acordo Coletivo de Trabalho do ano passado”, contou Socorro, que é funcionária do banco.

Para o secretário geral do SEEB-RO, Euryale Brasil, a Caixa Econômica Federal, embora seja o banco que mais contrate atualmente e que mais abra agências em território nacional, ainda precisa melhorar sua política de atuação com seus funcionários e com a própria sociedade.

“Abriram 644 agências no ano passado, mas todas já estão superlotadas. E mesmo que abram mais mil agências todas elas já estarão lotadas em sua inauguração, pois a Caixa é um banco que tem representação social maior que os demais”, destacou Euryale, que é funcionário da CEF.

Já o secretário de saúde e ex-presidente do Sindicato, Cleiton dos Santos, preferiu ironizar a atual situação de caos instalada na rotina dentro e fora das agências e os índices apresentados e, consequentemente, incitar os trabalhadores a aderirem à greve.

“Os vigilantes fizeram uma greve de apenas três dias e saíram vencedores porque ninguém abre agência sem vigilantes. Ou seja, em resposta a um colega do interior e a vocês, companheiros, digo que o tempo que vai durar a nossa greve só depende de nós mesmos, pois com a unidade, com a força da mobilização é que podemos conseguir pressionar os bancos a apresentarem uma proposta final melhor e mais justa”, disparou Cleiton, que é funcionário do BB.

 

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