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Porto Velho Shopping acumula protestos nos cartórios e enfrenta ações na Justiça e MPE

Porto Velho Shopping acumula protestos nos cartórios e enfrenta ações na Justiça e MPE

DA REDAÇÃO

13 de Julho de 2015 às 16:41

Porto Velho Shopping acumula protestos nos cartórios e enfrenta ações na Justiça e MPE

FOTO: (Divulgação)

O Ministério Público do Estado recebeu representação contra a administradora do Porto Velho Shopping. A denúncia, entregue pelos lojistas, será investigada

pela Promotoria de Cidadania e Defesa do Consumidor.

Os comerciantes acusam a empresa Ancar Ivanhoe de não prestar serviços de manutenção nas instalações do complexo comercial, esconder a prestação de contas do condomínio, utilizar práticas abusivas na cobrança de aluguéis e prejudicar empresários que investiram na nova praça de alimentação ao cancelar a construção de duas torres anunciadas no projeto de expansão. 

Os lojistas também querem que o Ministério Público apure “calotes” da empresa Ancar Ivanhoe em várias lojas (dentro e fora de Rondônia) e pendências em instituições federais e financeiras.

Atuando com quatro CNPJ´s, o Porto Velho Shopping está negativado em todos os cartórios de protestos de títulos. Nem mesmo o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica utilizado para administrar o condomínio está livre de dívidas. Há protestos por compras não pagas de produtos químicos, divisórias e instalações e serviços de conservação.

O 4º Ofício de Protestos de Títulos e Documentos tem 14 apontamentos lavrados contra o Porto Velho Shopping. Entre os credores estão empresas como a PV Fomento Mercantil, Gonçalves I C Alimentos Ltda, Linkc Serviço e Comércio, Regispel Indústria e Comércio de Bobinas, I P Cleaning Indústria e Comércio, Rovema e, Rápido Transpaulo, Neocup, Aureon Equipamentos Eletrônicos e Maq Gás. No 2º Ofício são mais 24 protestos apresentados por outros estabelecimentos comerciais.

O Porto Velho Shopping também está na lista negra dos órgãos de proteção ao crédito. São 58 ocorrências em três CNPJ´s e mais 03 no cadastro que administra o Condomínio Edilício do Complexo.

Em quatro ações judiciais movidas por um grupo de 24 lojistas, a Ancar também é acusada de repassar valores superestimados de gás, energia elétrica e água gelada - utilizada na refrigeração do prédio. Os proprietários das lojas estariam pagando entre 40% e 60% acima do preço real.

Os comerciantes também recorreram à Justiça para pedir a prestação de contas dos valores pagos ao condomínio. Os processos correm na 2ª e 8ª Varas Cíveis de Porto Velho.

 

Falta de manutenção

Durante vários meses, os lojistas documentaram em fotos e vídeos o que chamam de corriqueiro desleixo da administradora do shopping com a manutenção do complexo.

As imagens revelam infiltrações no teto, falta de limpeza, lâmpadas queimadas, problemas nas portas automáticas, banheiros interditados e cancelas quebradas nas entradas e saídas.

No estacionamento, onde recentemente um vigia do shopping teria sido assaltado, cerca de 85 postes estão com as luzes apagadas. Dentro do shopping, os lojistas contam mais de 100 lâmpadas esperando para serem substituídas.

As placas de gesso estragadas pelas constantes goteiras, foram substituídas por folhas de papel branco, mesmo material utilizado para cobrir buracos em lugares onde deveriam estar instalados secadores de mão e lustradores de sapatos. Nos banheiros masculinos, vários mictórios quebrados estão cobertos por sacos plásticos pretos.

De acordo com os lojistas, o valor do condomínio é equivalente ao preço do aluguel. A menor valor cobrado é de R$ 1,8 mil por mês.

 

Lojas fechadas

Inaugurado há sete anos, o Porto Velho Shopping vive intensa rotatividade de lojas. Só em 2014, cerca de 20 comerciantes fecharam as portas, deixando para trás um saldo negativo nas finanças. Este ano, mais 15 lojistas desistiram do empreendimento no local, 4 só no mês de janeiro, entre eles uma mega loja e um restaurante na antiga praça de alimentação.

O jornal Rondoniagora entrou em contato com o Porto Velho Shopping que, através da assessoria de imprensa, enviou a seguinte nota de esclarecimento sobre as denúncias:

“O Porto Velho Shopping informa que é uma empresa do grupo Ancar Ivanhoe, empreendedora e administradora pioneira na indústria de shopping centers, há mais de 40 anos no segmento, com 23 empreendimentos e sólida presença nas cinco regiões do país.

O shopping afirma ainda que possui a gestão do empreendimento regularizada e que eventuais questões jurídicas devem ser solucionadas junto ao Judiciário de Rondônia, no qual confiamos.

O Porto Velho Shopping reitera que a manutenção do empreendimento está em dia, com equipes em diversas formas de atuação para melhor atender aos clientes e lojistas.

Com relação à suspensão da incorporação das torres comerciais do Porto Velho Offices, o projeto foi adiado por não atingir os níveis mínimos de venda. A empresa estuda reiniciar as negociações após o período de acomodações do mercado investidor para a concretização do desenvolvimento do projeto.”

 

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