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VÍDEO: Entregador cadeirante emociona com o exemplo claro de superação

'Minha vida não acaba em uma cadeira de rodas', diz entregador

EM TEMPO

3 de Janeiro de 2020 às 18:10

VÍDEO: Entregador cadeirante emociona com o exemplo claro de superação

FOTO: (Divulgação)

Receber a comida preparada em casa é uma praticidade que caiu no gosto dos manauaras. Um vídeo filmado em Manaus mostra a superação de um cadeirante entregador de fast food por aplicativo. A superação e rompimento de limites é a marca do amazonense Cleber Vaz. 

 

Veja o vídeo: 

 

 

O morador do bairro Aleixo, de 39 anos, está paralítico há 17 anos, após ser vítima de arma de fogo. Ao Portal Em Tempo, ele falou sobre as dificuldades e como superou a deficiência trabalhando para sustentar a esposa e os três filhos.

 

 

As dificuldades

 

"No inicio foi difícil porque eu só tinha 21 anos, era muito novo. Imagina um jovem acostumado a viver sem nenhuma necessidade física e depois me deparar em uma cadeira de rodas, sem andar. Foi quando percebi que a minha vida não acabaria ali. Em meio as dificuldades estou aqui até hoje porque Deus me ajudou", relatou o entregador.

 

Cleber já foi vendedor de bolos junto com a esposa, Adriana Vaz, mas migrou para o aplicativo de entrega  quando percebeu a oportunidade para mudar de vida. “Ampliei a oferta de bolos, mas fui incentivado por amigos para trabalhar no aplicativo. Já são dois meses trabalhando e as pessoas têm me incentivado a continuar”, disse. 

 

Atualmente, o cadeirante recebe um benefício por conta da deficiência, mas não quis ficar em casa de braços cruzados. Com sua cadeira elétrica adaptada, faz em média seis entregas por dia. A rotina diária é contada por Cleber: "Pela manhã faço duas ou três entregas. Volto para casa para recarregar a bateria da cadeira motorizada, recomeço às 15h para mais três entregas e volto às 18h para casa". 

 

As contas no Instagram e YouTube mostram o dia a dia de Cleber pelas ruas de Manaus. Entre carros, motos, ônibus e carretas, o pai de família vai em busca do sonho da casa própria. Morando em um imóvel cedido pela família, Cleber trabalhara para dar uma casa confortável aos filhos: o primogênito Yann, de 14 anos; Geovanna, de 9 anos e o pequeno Pedro Vaz, de 5 anos. 

 

 

Reconhecimento 

 

O “Cadeira-boy”, como é conhecido pelos clientes e amigos conta que, recebe diariamente mensagens de incentivo e parabéns por fazer o incomum. "Tenho recebidos muitos elogios. Tem vídeos que chegam a três milhões de visualizações. Pessoas mandam mensagem para mim dizendo que quando me viram, mesmo na cadeira de rodas, trabalhando, tiveram as forças renovadas. Pessoas com depressão também; não há dinheiro que pague", disse emocionado. 

 

Não são todas as pessoas que admiram a opção de Cleber em migrar para o trabalho de entregador. Para muitos, segundo os comentários, não é necessário que ele trabalhe, e sim, que permaneça em casa. O entregador não rebate às críticas, mas disse que a sua escolha é não ficar parado, pois tem objetivos a serem alcançados. "Eu não posso ficar parado. Eu tenho filhos para criar. Aprendi que barco e caminhão parado não ganha frete", disse em tom de humor. 

 

Superação é a palavra

 

Cleber dá palestras motivacionais contando sua história de superação após perder o movimento das pernas e perder um sobrinho. O entregador teve depressão e o trabalho foi a saída para vencer. O amazonense enfatiza que a sua vida é testemunha de que desistir não é a melhor opção e deixa uma mensagem de fé.

 

"Eu diria o que a Bíblia diz para quem vai ler minha história: não tenha medo, pois Deus está com você. Não fique assombrado, porque Ele é Deus. Ele te fortalecerá, te sustentará e te ajudará. Há três meses mataram meu sobrinho na porta da minha casa, um menino de 14 anos. Eu fiquei um mês dentro do meu quarto com depressão e minha família sofria. Deus perguntou o que eu estava fazendo da minha vida? O kit de trabalho chegou e vi um recomeço, uma oportunidade de mudar por mim e minha família. Hoje estou erguido mais uma vez. Eu sei o quanto é difícil ter depressão e digo para quem está passando pelo que passei, há uma saída. A vida só se torna dura para quem é mole", finalizou.

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