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Ministério Público vai pedir condenação de presos envolvidos em Chacina do Urso Branco em 2002

Ministério Público vai pedir condenação de presos envolvidos em Chacina do Urso Branco em 2002

DA REDAÇÃO

3 de Maio de 2010 às 17:30

Ministério Público vai pedir condenação de presos envolvidos em Chacina do Urso Branco em 2002

FOTO: (Divulgação)

O Ministério Público de Rondônia vai pedir a condenação da maioria dos envolvidos no assassinato de 27 presos ocorridos durante uma chacina na casa de detenção Mário Alves, entre os dias 1º e 2 de janeiro de 2002, em Porto Velho. Inicialmente serão levados a Júri Popular 16 presos envolvidos no crime, cujo julgamento começa nesta quarta-feira, dia 5 de março, a partir das 8 horas da manhã, na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca.

O Promotor de Justiça titular da Vara do Tribunal do Júri, Renato Grieco Puppio, juntamente como os Promotores de Justiça  Cláudio Wolff Harger, Leandro da Costa Gandolfo e Marcelo Lincoln Guidio, designados pela Procuradoria-Geral, vão atuar no julgamento, o maior da 2 ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho. Em cada julgamento, que prossegue até o dia 25 de maio, atuarão dois Promotores.

A denúncia contra os envolvidos na Chacina do Urso Branco foi apresentada pelo Ministério Público em 3 de julho de 2004. Foram denunciadas 49 pessoas, entre policiais militares, agentes penitenciários, diretores do presídio e presos. Na sentença de pronúncia, publicada no dia 7 de março de 2009, o Juízo pronunciou 26 acusados, dos quais 23 são presos e três dirigentes do Urso Branco, agentes penitenciários, que ocupavam os cargos de diretor-geral, diretor de segurança e da Superintendência de Presídios (Supen).

De acordo com o Promotor de Justiça Renato Puppio, só 16 presos irão agora  a julgamento, porque os demais denunciados entraram com recursos, que estão sob a análise do Tribunal de Justiça de Rondônia. Os presos denunciados pelo Ministério Público foram pronunciados por homicídios qualificados, 27 vezes (vão responder pelo assassinato dos 27 presos assassinatos) e os diretores do presídio por homicídios simples (crime por omissão).
A pena dos presos pode chegar a 324 anos, calculando-se pela pena mínima de 12 anos (a máxima é de 30 anos). Pelo menos três presos serão julgados à revelia, porque se encontram foragidos.

O processo sobre a chacina do Urso Branco em 2002 reúne 13 volumes, com mais de 60 testemunhas ao longo de mais de cinco anos de tramitação.

 

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