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BANZEIRO – MPF, MPE, IPHAN e Defesa Civil, acompanham avanço do rio Madeira, linha férrea da Madeira Mamoré está em perigo

Quarta-Feira , 25 de Janeiro de 2012 - 11:49

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Na manhã desta última terça-feira (24) uma comitiva formada por representantes do MPF, MPE, IPHAN e Defesa Civil, através dos Procuradores Federais Ricardo Leite e Ercias Rodrigues de Sousa, do Promotor Aluildo de Oliveira Leite e do Chefe da Defesa Civil Reinaldo da Silva, acompanhou de perto as denuncias da comunidade ribeirinha sobre o avanço do rio Madeira às suas margens após a abertura das comportas da hidrelétrica de Santo Antônio.
Os representantes públicos saíram de barco da margem localizada em frente à Associação dos Moradores do Bairro Triângulo e seguiram até as proximidades das comportas. Além da análise in-loco da situação, todo o acompanhamento será fruto de um relatório produzido pela Defesa Civil onde irá ser transcrito a situação de risco em que várias famílias que moram ao entorno do Madeira foram submetidas com a destruição de aproximados 30 metros de margem oriunda de um forte e descomunal banzeiro que se abateu sobre essa comunidade.
Perigo
Durante o acompanhamento foi observado uma torre de transmissão de energia elétrica que para não cair diante o forte banzeiro teve de ser construída uma barreira de contenção, mesmo com alegação dos representantes da usina de Santo Antônio de que não seriam responsáveis pelo avanço avassalador do rio.
Patrimônio Histórico
Outra grande preocupação diante esse caso é uma iminente dilapidação do patrimônio histórico localizado ás margens do rio, o fato tomou força após uma matéria publicada pelo Rondoniaovivo no qual mostrou que o marco Rondon, um totem centenário que marcava a divisa dos estados do Amazonas e Mato Grosso foi literalmente arrastado pelo banzeiro. Imagens feitas nesta última terça-feira (24) mostram um trabalho de contenção que já está sendo feita ao lado do local onde ficava o marco e ilustra a grande área que foi engolida pelo banzeiro. (Foto abaixo)
Existe uma grande possibilidade que a força do banzeiro arrasta-se para a linha férrea da Madeira Mamoré, comprometendo o grande acervo histórico presente ao longo do rio Madeira que conta o início da colonização de Porto Velho. Caso tal situação se concretize a Santo Antônio poderá ser responsabilizada por um grave crime contra o patrimônio histórico da união.
Medidas
Ao longo do percurso pode ser conferido vários trabalhos de contenção, realizados com a utilização de grandes pedras nas margens tanto esquerda quanto direita do rio, cenas que significam que algum cálculo foi errado pelos competentes engenheiros da usina. Caso contrário significará que tais transtornos e destruições já eram previstas durante o desenrolar da obra.
Todas as medidas adotadas no momento comprovam que apenas existe um preocupação em evitar que um mal maior aconteça, se houvesse acontecido um trabalho de prevenção mais detalhado talvez famílias inteiras não estariam sendo pegas de surpresas e tendo de sair as pressas de suas casas sob risco de perderam a vida e também a população portovelhense não estaria assustado com o medo de terem parte de acervos que contam nossa trajetória histórica tragados pelo “banzeiro assassino”.





Fonte: Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

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Comentários

Comentários

  • ivan da silva - 25/01/2012

    Onde estão as autoridades competentes para cobrar as providências? Nos vamos ficar assistindo esses caras destruindo e rindo de nossas caras?

  • roberto souza - 25/01/2012

    Deus me livre!!! As casas estão caindo por erro de cálculo. Uma turbina já foi pro espaço. Só falta uma tsunami oriunda do rompimento de uma dessas obras. Os MPs têm que aocompanhar de perto o que está sendo feito, ou digo melhor, mal feito

  • Dr. Marcelino M. Rego - 25/01/2012

    A unica preocupação real desses consorcios, são com sua margem de lucro na construção destas usinas. É só ver o nivel das estruturas e construções das "novas cidades". Até as eclusas foram tiradas do projeto original, para aumentar a margem de lucro. Fora a isenção vergonhosa de 1 bilhão para rachar com bacanas do poder central. Depois Rondônia e sua população fica com a parte maldita da herança. O consorcio e sua quadrilha com os lucros perenes da geração de energia e mantendo a usina com uma equipe minima. A hora de cobrar é agora, depois é só lagrima.

  • jor7e8 - 25/01/2012

    PVH vai afundar. Socorro!!!

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