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EXCLUSIVO - Primeira turbina da Usina de Santo Antônio pára de funcionar, superaquecimento pode ter sido causa

Sexta-Feira , 13 de Janeiro de 2012 - 11:05

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Meados de Janeiro de 2012 – cerca de 30 dias após o anuncio oficial do inicio de operação da primeira turbina, a geração de energia para a região ainda não começou.
Um mega projeto na Amazônia para a geração de energia elétrica que vai garantir a continuidade do crescimento econômico brasileiro. Duas hidrelétricas pioneiras que chegaram a Rondônia para domar o revolto Rio Madeira e suas outrora “temidas cachoeiras”.
Estas são as Usinas de Santo Antonio e Jirau em Porto Velho que são atualmente as vitrines do PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento)  do governo Dilma Roussef. 
O projeto pretende usar o grande volume de água que só os grandes rios da região norte brasileira possuem para implantar um novo projeto de turbinas tipo bulbo. Porém parece que algo está dando errado na conclusão deste inovador mega projeto, especificamente na Usina de Santo Antônio.
Em meados de dezembro de 2011, antecipando em um ano o cronograma da obra, foi anunciada o inicio da operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, com geração de energia na primeira das 44 turbinas bulbo. Segundo o Consórcio Construtor a energia gerada inicialmente iria atender a demanda de Rondônia e Acre, com suporte para atender 350 mil residências. (Veja vídeo)
Meados de Janeiro de 2012 – cerca de 30 dias após o anuncio oficial do inicio de operação da primeira turbina, a geração de energia para a região ainda não começou. Informações extra-oficiais garantem que um “superaquecimento” na turbina da Alston Bardella teria provocado uma pane operacional que cessou a geração de energia. Estudos técnicos avaliam um possível e milionário reparo.
De acordo com interlocutores locais, entre as possíveis causas apontadas para “fundir” a gigantesca turbina estaria sendo analisada a hipótese de óleo lubrificante deficiente ou fora das especificações técnicas e até mesmo possíveis impurezas residuais da obra de montagem.
Outra versão, esta mais grave, dá conta de um possível desnível na base da turbina, que pode comprometer todo o projeto estrutural da barragem.
O problema estrutural do suposto desnível do “berço” da turbina foi descartado verbalmente pela assessoria.
Em contato telefônico com a assessoria de comunicação do grupo em Porto Velho confirmou-se que realmente não está havendo geração de energia como foi anunciado, porém seria pelo simples fato da turbina ainda “estar em testes”. Bem diferente do que foi alardeado pela empresa, de que já estariam produzindo energia para Rondônia e Acre.
O problema estrutural do suposto desnível do “berço” da turbina foi descartado verbalmente pela assessoria, que garantiu que desta vez, a “Santo Antônio” não vai se pronunciar oficialmente sobre o caso.
A situação da “não geração” é muito séria e pode elevar consideravelmente o custo da obra, que está orçada no PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) em mais de 15 bilhões de reais.
O prejuízo vai além do reparo na turbina “bichada”. O grupo empresarial negociou no mercado nacional esta produção inicial e agora estaria sendo obrigado a comprar energia de outros fornecedores para cumprir seus compromissos assumidos. Alguns milhões de reais de prejuízo que já estaria inclusive provocando a demissão de alguns “figurões” da empresa. Investidores estariam apavorados com o possível atraso na comercialização da energia de Santo Antônio.
Cada turbina do empreendimento tem cerca de oito metros de diâmetro, aproximadamente mil toneladas e uma potência média de 72 megawatts (MW), se constituindo nas turbinas Bulbo de maior capacidade de geração no mundo
Em passado próximo, a Construtora Norberto Odebrecht, responsável pela engenharia civil da Usina Santo Antonio foi expulsa do Equador por problema estruturais na construção da Hidreletrica San Francisco.
Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Eletrobras Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP).

Fonte: RONDONIAOVIVO

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  • Dr. Marcelino M. Rego - 13/01/2012

    Se o problema for de desnivel nas sapatas de fixação da turbina,ou impurezas é caso de incompetência mesmo. No caso de oléo fora da especificação tecnica para lubrificação e resfriamento de mancais é picaretagem da grossa. Se qualquer prejuizo for assumido pelo referido consorcio, tudo bem. O que não é aceitável é os cofres publicos arcarem com qualquer prejuizo. Da mesma forma que não é aceitável se dar mais de 1 bilhão de isenção a consorcios bilhionários e depois o governo, pegar 500 milhões emprestados do BNDS. Tomem vergonha na cara porra!!!

  • BRITO - 13/01/2012

    Se a informação é "extra oficial", então para quer públicá-la.

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