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GOVERNO DA COOPERAÇÃO - Acusada de receber propina ganha salário de quase R$ 10 mil

No total, a CAERD abriga 49 colaboradores comissionados ao custo mensal de R$ 339.469,95.

DA REDAÇÃO

8 de Julho de 2015 às 11:24

GOVERNO DA COOPERAÇÃO - Acusada de receber propina ganha salário de quase R$ 10 mil

FOTO: (Divulgação)

O governo de Confúcio Moura parece não ter limites quando o assunto é apadrinhamento de “cooperadores” e também não tem o mínimo de respeito pelos cofres públicos. Um dos casos mais escandalosos do atual governo envolve a ex-secretária de justiça Mírian Spreáfico, que é agente penitenciária e foi acusada por empresários e por uma ex-assessora de receber propina das empresas que prestavam serviços à secretaria de Justiça. Ela deixou o cargo ainda em 2011, mas sempre esteve como “protegida” do governador, recebendo altos salários em diversos cargos. Sua última lotação é na combalida Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia – CAERD, que paga de salário para Mírian, R$ 9.758,03.

No total, a CAERD abriga 49 colaboradores comissionados ao custo mensal de R$ 339.469,95.

Em novembro de 2014, na Operação Platéias, Mirian foi conduzida à força à superintendência da Polícia Federal em Rondônia para dar explicações sobre o recebimento de propina enquanto ela era secretária. Informações vazadas na época, revelaram que ela “ao receber propina dos fornecedores de sua então secretaria, cheirava, beijava o dinheiro e sorria muito”.

As informações foram dadas à Polícia Federal por uma ex-auxilar de Mirian na Sejus, a então servidora comissionada Andressa Samara Masiero Zamberlan, que morava no mesmo condomínio de Mirian.

Samara contou aos federais que a Secretária de Justiça, hoje exercendo um cargo comissionado no Governo Confúcio (CDS 20), recebia propina em torno de R$ 7 mil por mês do empresário Julio Bonache, da Fino Sabor, para apressar pagamentos e fazer aditivos contratuais.

De acordo com Samara, um dia o empresário Julio Bonache perguntou se ela estava satisfeita com o trabalho e com o dinheiro (cerca de R$ 20 mil mensais) que era repassado para pagar propina a ela, a Mirian e a outros servidores que “desenrolavam os processos” na Sejus.

“Fiquei surpressa e disse que nunca recebi nada. Perguntei à Mirian sobre isso e ela me disse que também não recebia. O Rômulo da Silva Lopes, então assessor do governador Confúcio Moura, afirmou que a Mirian recebia sim e ainda me questionou: Como é que tu pensa que ela, a Mirian, pagou todos os móveis da casa à vista?”.

Posteriormente, ainda segundo Samara, Mirian confessou a ela que recebia R$ 7 mil de Bonache e R$ 5 mil da empresa Maq-service.

Rômulo da Silva Lopes é o assessor que foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Termópilas quando dormia na casa do governador Confúcio Moura, de quem era íntimo.

Ele disse à Samara que costumava colocar o dinheiro das propinas pagas à secretária Mirian Spreafico, entre outros lugares, na gaveta de calcinhas dela, na bolsa e até no saquinho de lixo que a secretária carregava no carro.

 

*Aos leitores, ler com atenção*

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

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