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Veículos oficiais continuam sendo usados por servidores sem autorização da GTO, diz presidente do Simporo

Veículos oficiais continuam sendo usados por servidores sem autorização da GTO, diz presidente do Simporo

DA REDAÇÃO

24 de Novembro de 2011 às 10:56

Veículos oficiais continuam sendo usados por servidores sem autorização da GTO, diz presidente do Simporo

FOTO: (Divulgação)

No último final de semana, em Porto Velho, mais um veículo oficial do Governo de Rondônia acabou se envolvendo em um acidente. O veículo pertence ao patrimônio da Coordenadoria de Apoio Geral à Governadoria e estava sendo conduzido por uma servidora da Secretaria de Assistência Social (Seas) e não tinha autorização para estar circulando no final de semana.
 
Esse é mais um exemplo de que os carros oficiais do Governo do Estado continuam sendo utilizados indiscriminadamente, contrariando o Decreto governamental que prevê a autorização para condução das viaturas oficiais mediante o crivo da Gerência de Transportes Oficiais (GTO). A situação é corriqueira e já houve casos de acidentes envolvendo viaturas oficiais terem acabado em óbito.
 
A denúncia foi feita nesta quarta-feira (24.11) pelo presidente do Sindicato dos Motoristas Oficiais Profissionais no Estado de Rondônia (Simporo), Clay Milton Alves, que levou a situação ao conhecimento do Ministério Público de Rondônia. Segundo ele, um dos motivos para a situação é não só falta de controle estatal, mas também a falta de motoristas nos quadros do Governo do Estado.
 
De acordo com o sindicalista, hoje o quadro de motoristas é deficitário. São aproximadamente 800 motoristas para aproximadas 4 mil viaturas. “Isso quer dizer que 75% das viaturas oficiais estão sendo conduzidas por servidores, que, mesmo habilitados não são profissionais do volante”, diz Clay Milton. Há pelo menos 20 anos, o Governo não realiza um concurso para contratação de motoristas para atender a demanda de todas as secretarias.
 
Clay Milton disse que está na hora do Governo do Estado rever o Decreto que autoriza provisoriamente servidores que possuem habilitação a conduzir viaturas oficiais. “Há casos em que esses servidores são comissionados e tão logo se envolvam em acidente acabam exonerados. E quem paga o prejuízo? Evidentemente o contribuinte”, denuncia. O decreto, segundo o sindicalista, foi editado ainda no Governo Bianco e reeditado nos governos posteriores.
 
Esta semana, Clay Milton esteve com o Coordenador Geral de Apoio à Coordenadoria, Gebrim Abdala, levando sua preocupação sobre a situação. Clay Milton é a favor da revogação do Decreto e realização de concurso público para motorista. “A situação só tende a piorar, pois dezenas desses 800 motoristas estão se aposentando, aumentando ainda mais a falta de profissionais do volante para conduzir viaturas oficiais”, ressaltou.
 
Outro problema é que até mesmo os motoristas oficiais de carreira há anos não passam por uma reciclagem. “Se para nós que somos profissionais, a situação já é complicada, imagine para quem não tem noção do que é ser um profissional de viatura oficial. Quem é profissional motorista se preocupa com a viatura como um todo, pois ela é seu instrumento de trabalho. Quem não é da profissão não há como ter essa noção, até porque não foi treinado para isso”, finalizou.
 
O acidente em questão ocorreu no domingo, na zona sul da cidade. O veículo Palio NCK 7976, conduzida pela servidora Mary Inocência Schimidt acabou batendo um motociclista e um passageiro, que sofreram ferimentos graves. O carro foi recolhido ao pátio do DETRAN pela Polícia Militar.

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