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ELEIÇÕES 2016 - Hildon Chaves se alia com acusado de vender mandato de deputado

Há pouco tempo atrás desconhecido do cotidiano político portovelhense, o candidato Tucano Hildon Chaves (PSDB) conquistou o surpreendente primeiro lugar ao final do primeiro turno justamente por ter um perfil considerado "não político" e por garantir ter

DA REDAÇÃO

10 de Outubro de 2016 às 11:40

ELEIÇÕES 2016 - Hildon Chaves se alia com acusado de vender mandato de deputado

FOTO: (Divulgação)

A disparidade daquilo que se é prometido com relação aquilo que se é cumprido, após o término de uma campanha eleitoral é um dos principais motivos de ojeriza do eleitorado e fator de descrença na classe política em todo o Brasil. 

Em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, a disputa do segundo turno ao comando do Poder Executivo Municipal vem mostrando o lado sombrio e preocupante de como será realizada as promessas de campanha após o final do pleito. 

Há pouco tempo desconhecido do cotidiano político portovelhense, o candidato "tucano" Hildon Chaves (PSDB), conquistou o surpreendente primeiro lugar ao final do primeiro turno justamente por ter um perfil considerado "não político" e por garantir ter uma campanha limpa, sem integrar nenhum grupo. 

Porém, com sua ascensão eleitoral, Hildon passou a ser observado de perto pelo eleitorado da capital rondoniense e já começa a decepcionar quem acreditava em sua campanha independente e livre de pessoas acusadas de corrupção ou notoriamente conhecidas por denuncias de atos ímprobos em diversos gestões públicas ao longo dos últimos anos.  

Hildon, que se notabilizou pela frase "conheço um ladrão com dois minutos de conversa", parece não se importar em figurar ao lado de personagens obscuros da politica da capital. Um desses exemplos é sua recente aliança com servidor comissionado da prefeitura de Porto Velho, Samuel Costa.  

Samuel despontou nos últimos anos como uma liderança politica dentro de sua congregação religiosa e no periférico bairro onde cresceu, há dois anos atrás tentou uma vaga no legislativo rondoniense, ao final da frustrada campanha para deputado uma denúncia desmascarou a estrutura de campanha montada pelo pretenso político.  

Acontece que Samuel havia vendido em contrato firmado em cartório, 40% de sua verba de gabinete, 70% de suas emendas parlamentares, além da metade de qualquer propina recebida caso ganhasse a cadeira de deputado, tudo isso em troca do apoio financeiro de RS 250 mil concedida por um empresário que já havia sido acusado de corrupção durante a gestão de Roberto Sobrinho.  

Após ter o "modus operandi" de sua campanha denunciada em diversos veículos de comunicação inclusive com a cópia do contrato circulando pelas redes sociais, Samuel Costa, utilizando-se de seus quase dois mil votos como barganha com o prefeito Nazif conseguiu passar os dois últimos anos ganhando um considerável salário da prefeitura de Porto Velho através de um CDS. 

Com a vergonhosa derrota do atual prefeito Mauro Nazif nas urnas, mesmo com um militância fervorosa de seus comissionados, o acusado de vender seu gabinete antes mesmo de ganhar a eleição, decidiu correr atrás do prejuízo já no segundo e partiu para a aliança com Hildon Chaves. 

Resta saber do candidato tucano se esse será o perfil de seus parceiros políticos durante o seu possível mandato, pois no ímpeto de vencer a qualquer custo, parece que Hildon não vem mais coadunando suas palavras com suas atitudes. Cabe ao eleitor analisar e ao candidato se explicar. 

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